quinta-feira, 22 de maio de 2008

parque natural da ria formosa




Agora lá vai o primeiro post do blog, e logo com a referência Olhão vs Mar, ou seja a Ria Formosa, que inspirou o nome a este blog.


Sim, tem Olhão o enorme coração para com esta abundante ria marítima que nos banha a cidade, retribuindo-nos com o seu rico recurso.

As fainas, a noite, o labor, o lazer, os sabores, AS ARTES, tudo dentro do mesmo recinto onde nos vamos degladiando, tendo como superior auto-estima o natural trato de franqueza desta ria para com as suas gentes (termo propositadamente invertido).

Ou não tivesse sido assim: "certamente alguns destes pescadores, ao verificarem a abundância de peixe da Ria Formosa, decidiram permanecer nas humildes cabanas construídas de madeira, canas e palha, onde hoje se ergue a zona antiga da cidade..." in http://www.olhao.web.pt/historia_de_olhao.htm a descoberta do ouro azul, como historicamente vieram a associar-se também os olhanenses ao seu majestojo mar, restaurado pelos seus notabilíssimos feitos conhecidos.

Poderemos caracterizar a Ria Formosa da seguinte forma:

A Ria Formosa é uma área protegida com o estatuto de Parque Natural e situa-se no Algarve, que é a região mais a sul de Portugal Continental. Estende-se pelos concelhos de Loulé, Faro, OLHÃO, Tavira e Vila Real de Santo António e abrange uma área de cerca de 18400 hectares ao longo de 60 Km desde o Ancão até à Manta Rota. A sul é protegida do Oceano Atlântico por um cordão dunar quase paralelo à orla continental, formado por 2 penínsulas (Península de Faro que engloba a praia do Ancão e a praia de Faro e a Península de Cacela que engloba a praia da Manta Rota) e 5 ilhas barreira arenosas (Ilha da Barreta, Ilha do Farol, Ilha da Armona, Ilha de Tavira e Ilha de Cabanas) que servem de protecção a uma vasta área de sapal, canais e ilhotes. A norte, em toda a extensão, o fim da laguna não tem uma delimitação precisa,uma vez que é recortada por salinas, pequenas praias arenosas, por terra firme, agricultável e por linhas de água doce que nela desaguam (Ribeira de São Lourenço, Rio Seco, Ribeira de Marim, Ribeira de Mosqueiros e o Rio Gilão).
Ainda melhor, um belíssimo Parque Natural como é este da Ria Formosa, que tem uma fisionomia bastante diversificada devido aos canais formados sob a influência das correntes de maré, formando assim, uma rede hidrográfica densa, que possibilitam idílicas paisagens, com dunas, ilhas e canais únicos.É uma zona húmida de importância internacional como habitat de aves aquáticas, sendo que o próprio símbolo do Parque é o caimão-comum, uma espécie rara que em Portugal existe e se reproduz exclusivamente nestes lagos algarvios. Mas outras espécies aqui se podem observar, como o flamingo e a águia de asa redonda. Outro habitante do Parque, quase extinto na Europa, é o camaleão. A nível botânico, a área também é de grande interesse, especialmente pela vegetação das zonas de duna e sapal.Para além da beleza evidente da fauna e flora, a Ria Formosa é também uma importante fonte de riqueza, sobretudo para Olhão, onde se situa a sede do Parque, uma vez que se exploram as salinas, onde se cultiva a amêijoa e onde a dourada, o atum ou o robalo são peixes abundantes.O Parque Natural da Ria Formosa tem sede em Olhão, na Quinta do Marim, e um percurso pedestre interpretativo onde se pode melhor observar a riqueza desta paisagem protegida.

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