terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

eluana continua a olhar por nós


cegos do seu sofrimento.
suspirou ontem a italiana eluana englaro. seu pai beppino despediu-se "que fez tudo sózinho, fê-lo a este nível, e quer continuar só" grande homem que imortalizou sua filha e a luta pelo direito à dignidade na vida e na morte. a sua alimentação fora suspensa na última sexta-feira, dando início ao procedimento de eutanásia a que eluana foi submetida. era prevísivel que durasse 12-15 dias até falecer. o neurologista carlo alberto defanti, que há anos acompanha o caso de eluana englaro, afirmou ontem que sua morte será esclarecida após a realização da autópsia.

o pai de eluana obteve o direito de interromper a alimentação e a hidratação da filha com uma decisão definitiva da justiça italiana, divulgada em 13 de novembro de 2008. apesar dessa decisão, em dezembro, o ministro da saúde italiano enviou uma advertência às clínicas que acolhessem eluana para desligar os aparelhos, ameaçando-os de consequências "inimagináveis", fazendo que várias regiões que haviam aceitado acolhê-la mudassem de idéia.

como aconteceu o caso do descansa em paz eluana:
em janeiro, a clínica de udine anunciou que estava pronta para receber eluana, apesar das pressões da igreja, do vaticano, do governo de centro-direita de silvio berlusconi e de políticos regionais.

o ministro da saúde do vaticano reagiu à transferência lançando um apelo para impedir este "abominável assassinato". o papa bento xvi apoiou a posição da igreja italiana e afirmou que "a eutanásia é uma falsa solução para o drama do sofrimento" e um acto "indigno do homem".

o pai da italiana disse ao jornal chileno "la nación" que "não fizemos nada além de dar voz a eluana", ao explicar sua decisão de deixar a filha morrer.

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